Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim - Mil rosas, gratidão e uma história de recuperação no Hospital Santa Terezinha

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30/09/2026

Mil rosas, gratidão e uma história de recuperação no Hospital Santa Terezinha

Gilson Piovesan descobriu ter Síndrome de Brugada, uma condição genética rara que pode provocar arritmias graves e morte súbita; a recuperação sem sequelas motivou a esposa, Elisiane, a cumprir a promessa de doar mil rosas a Santa Teresinha

A manhã de 2 de setembro começou como tantas outras para a família Piovesan. Gilson, de 45 anos, sua esposa Elisiane e uma das duas filhas do casal saíram cedo de casa para o Pilates e, na volta, pararam em uma padaria. Enquanto Elisiane entrou no estabelecimento, Gilson permaneceu no carro com a filha e, naquele intervalo de poucos minutos, uma rotina comum deu lugar ao momento mais difícil vivido pela família.

 

Sem apresentar sintomas anteriormente, Gilson respirou profundamente algumas vezes e perdeu a consciência. A filha inicialmente não compreendeu o que estava acontecendo e chegou a pensar que o pai estivesse brincando, mas, ao perceber que ele não respondia, correu para chamar a mãe.

 

Entre as pessoas que estavam na padaria havia um médico, que imediatamente foi até o veículo e iniciou as manobras de reanimação, permanecendo no atendimento até a chegada do socorro. Gilson foi encaminhado à Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim e, conforme o relato da família, permaneceu cerca de 20 minutos sem batimentos cardíacos até que o quadro pudesse ser revertido.

 

Enquanto as equipes trabalhavam para estabilizá-lo, Elisiane se agarrou à fé e fez uma promessa a Santa Teresinha: se o marido sobrevivesse e se recuperasse bem, ela doaria mil rosas no dia dedicado à Santa.

 

Uma condição até então desconhecida

 

Após ser reanimado, Gilson permaneceu três dias entubado na UTI e, diante da necessidade de atendimento especializado, foi transferido para Passo Fundo, onde passou por exames e recebeu um desfibrilador implantado no coração. Foi durante a investigação que a família descobriu a Síndrome de Brugada, uma condição genética rara que altera a atividade elétrica do coração e pode provocar arritmias graves e episódios de morte súbita. Até então, não havia qualquer diagnóstico que levasse a família a suspeitar da doença.

 

Apesar da gravidade do quadro, Gilson se recuperou sem sequelas neurológicas, resultado que, para Elisiane, reforçou ainda mais a fé que a acompanhou durante todo o período. “Os médicos dizem que foi um milagre e eu acredito que foi um milagre de Santa Teresinha. Ele voltou perfeito, sem nenhuma sequela”, afirma.

 

Ao recordar aquela manhã, ela também pensa nas circunstâncias que possibilitaram o atendimento imediato, especialmente a presença de um médico justamente no local onde Gilson passou mal. “Se ele estivesse dentro da nossa casa, talvez a gente não tivesse conseguido salvá-lo. Parece que Deus colocou tudo no lugar para que ele ficasse bem. Parece não. Foi”, diz.

 

Doação de quem vive o Santa há 40 anos

 

A homenagem a Santa Terezinha também ganhou um significado especial para o médico João Elmar, que completa 70 anos no dia 6 de outubro e soma cerca de 40 anos de atuação junto ao Hospital Santa Terezinha. A ideia de marcar a data com a doação de 70 rosas partiu de Adriana Petezhold, administradora da clínica do médico, que trabalha ao lado dele há 35 anos. Em alusão às sete décadas de vida, a homenagem também representa gratidão pela trajetória construída com a instituição ao longo dos anos.

 

Foi no Santa Terezinha que João Elmar iniciou sua trajetória profissional em Erechim, acompanhando diferentes fases da história da instituição e criando vínculos com equipes, pacientes e famílias. Para ele e para a família, a doação é uma forma de agradecer por tudo o que essa relação proporcionou ao longo de quatro décadas. “É uma forma de agradecer ao Hospital Santa Terezinha por tudo o que ele nos proporcionou ao longo desses anos. A medicina também é isso: é a pessoa, é o cuidado”, destaca.

 

Doação da comunidade

 

Além das doações feitas pela família Piovesan e pelo médico João Elmar, outras pessoas também contribuíram com a homenagem a Santa Terezinha, por meio da entrega de flores e de valores destinados à aquisição de rosas. Os gestos se somaram à programação preparada pelo Hospital e reforçaram a participação da comunidade na celebração.

 

Para o diretor executivo do Hospital, Rafael Ayub, histórias como essa mostram o quanto o Hospital também é um espaço de acolhimento, fé e gratidão. “Receber essas doações e poder compartilhar esse gesto com pacientes, familiares e equipes torna a celebração de Santa Teresinha ainda mais significativa”, destaca Rafael Ayub.

 

Missa de Santa Teresinha

 

A tradicional missa de Santa Teresinha será celebrada às 9h, na Capela da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, e, logo após a celebração, as rosas doadas pela família Piovesan e pela comunidade serão distribuídas no Hospital. À tarde, a entrega será retomada a partir das 14h e, tanto na noite de quinta-feira quanto na sexta-feira, ocorrerá a partir das 19h30.

 

Fotos: Georgia Spilka – Comunicação FHSTE


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